Alimentação escolar saudável ensina previne da obesidade

O arroz e feijão estão presentes na alimentação escolar servida nas 102 escolas de Vitória.

Em 01/09/2021 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: Elizabeth Nader/PMV

Na Rede Municipal de Ensino de Vitória a alimentação escolar é saudável e também tem caráter pedagógico.

O arroz e o feijão são a base da dieta brasileira. E eles estão presentes na alimentação escolar servida nas 102 unidades de ensino de Vitória. Nas refeições, o prato das crianças e estudantes ainda vai com uma proteína, legumes e verduras provenientes de produtores da agricultura familiar do Espírito Santo.

O suco que acompanha a refeição é feito na escola, de polpa de fruta, nada de refrigerante, nem suco de pacotinho ou de caixinha. Isso porque a alimentação oferecida nas unidades de ensino não contém embutidos, produtos ultraprocessados e o percentual de açúcar é controlado, dando preferência aos produtos in natura ou minimamente processados. Para crianças de até 3 anos, a alimentação é livre de açúcar.

“A alimentação na escola também tem um caráter pedagógico. Em Vitória, não temos cantina, a alimentação é ofertada pela unidade de ensino. A Secretaria de Educação tem uma equipe de nutricionistas que elaboram cardápios respeitando a faixa etária e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados. E isso traz benefícios para a saúde das crianças, prevenindo doenças. O fato de não oferecer açúcar na primeira infância, até os 3 anos de idade, por exemplo, é uma forma de prevenção à obesidade na infância e adolescência ”, destacou a nutricionista Fernanda Dias Ferraço, que é referência técnica da Seme na elaboração dos cardápios das escolas.

Cardápio

São cinco cardápios diferentes elaborados por mês para a rede municipal de ensino:
para crianças de 1 a 3 anos
para crianças maiores de 3 anos
para estudantes regulares do Ensino Fundamental
para estudantes do tempo integral
para estudantes da Educação de Jovens e Adultos

Nesta terça-feira (31), que é o Dia do Nutricionista, por exemplo, a refeição principal servida nas escolas tem arroz, feijão e carne moída como base. Na Educação Infantil, o prato ainda vai com inhame cozido e salada de cenoura e couve. Já para o Ensino Fundamental e a EJA, a salada terá o inhame com repolho roxo e pepino. Nas escolas de tempo integral, o almoço do dia é tutu de feijão com isca de porco, arroz e salada de acelga e cenoura.

Qualidade

Alguns dos alimentos oferecidos nas escolas são produzidos por agricultores familiares do Estado, como abobrinha, acelga, aipim, biscoito e pão caseiro, chuchu, batata doce, beterraba, cebola, cenoura, inhame, milho verde, pepino, pimentão, e repolho. Há ainda a oferta de produtos orgânicos, como banana, morango, alface, couve, e os temperos cebolinha, coentro e salsa.

Frituras, biscoitos recheados ou balas não integram os cardápios e há opções específicas para as crianças e estudantes que apresentam restrições alimentares, como diabetes, intolerância à lactose e ao glúten.

Os cardápios são modificados todo mês. Além disso, são oferecidos alimentos associados a datas comemorativas, como as festas juninas ou o Dia das Crianças. Pratos típicos da culinária capixaba, como a moqueca, também integram os cardápios ao longo do ano.

Equipe

Para atender todas as unidades de ensino da rede municipal com uma alimentação atrativa e balanceada, a Secretaria de Educação possui uma equipe com 12 nutricionistas e um coordenador que integram a Coordenação de Alimentação e Nutrição Escolar. São estes profissionais que elaboram os cardápios, testam receitas, verificam quantidades e orientam as compras, armazenamento e preparação dos gêneros alimentícios. O trabalho é feito em parceria com o Conselho de Alimentação Escolar (CAE).

Obesidade infantil

Uma reportagem do jornal O Globo do último domingo (29) abordou uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, publicada na revista Jama, mostrando que o período da pandemia também teve impacto no número visto na balança de crianças e adolescentes.

Entre os meninos e meninas presentes no estudo, os que mais apresentaram mudança no índice de massa corporal (IMC), que é a média que considera os quilos na balança em relação à altura, são crianças que têm entre 5 e 11 anos. Nesse público, ao longo da pandemia, a taxa de indivíduos com sobrepeso ou obesidade saltou de 36,2% para 45,7%.

A mesma reportagem mostra ainda que, no Brasil, uma análise publicada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, e a Universidade Estadual de Campinas, em dezembro de 2020, apontou, em relação à alimentação, que o consumo de alimentos como pratos congelados e doces aumentaram 4% entre adolescentes e jovens de 12 a 17 anos ao longo da pandemia. No período, consumo de doces e chocolates duas vezes por semana foi de 58,1% entre as meninas e 46,9% entre os meninos.

Os cardápios do mês ficam disponíveis no portal da Prefeitura. Basta acessar aqui para ler.

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