Aluno deficiência visual de Vila Velha é aprovado no IFES

Gustavo Nogueira, de 15 anos, aluno da rede pública de Vila Velha, vai para Campus Vitória.

Em 10/03/2021 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: Assessoria/PMVV

Segundo a mãe do aluno Gustavo Nogueira, 15 anos, Verônia Monteiro, o período de descoberta foi um processo de aceitação.

O que poderia ser considerado mais um fato comum da vida estudantil e profissional de um aluno, chama atenção para um diferencial: uma limitação visual. O estudante da rede municipal de Vila Velha Gustavo Nogueira, de 15 anos, foi aprovado no Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), no Campus Vitória, para o curso de Mecânica.

Ainda no Ensino Fundamental, aos 11 anos, Gustavo perdeu a visão, devido à complicações de saúde e, com o apoio da família, passou a ter uma nova rotina e forma de aprendizado. 

A família do jovem veio de Aracruz, interior do estado, para buscar tratamento médico e procurou a Unidade de Ensino Fundamental Irmã Feliciana Garcia, localizada em Ilha dos Ayres. A escola é adaptada para atender os alunos portadores de Deficiência Visual ou Intelectual, com piso tátil, salas de recursos para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e equipe de professores da Educação Especial para mediar as atividades. 

Aceitação

Segundo a mãe do menino, Verônia Monteiro, o período de descoberta foi um processo de aceitação.

“O Gustavo não aceitava. Ele não queria ser diferente dos amigos. A escola teve um papel fundamental, foi onde ele aprendeu o braille e até a autoestima dele mudou. Ele foi muito bem recebido.”

Apesar das limitações, Gustavo tinha uma rotina de estudos, notas e desempenho acima da média. O jovem dividia a sala de aula com os outros colegas que, ao perceberem as dificuldades dele, também o ajudavam. Na mesma turma, um outro estudante, Gustavo Gonçalves, 15 anos, também foi aprovado. Ele passou no curso de Biotecnologia, no campus do Instituto, em Vila Velha.

O diretor e uma das professoras da escola, que acompanhou de perto o processo de evolução dos alunos, destacaram os pontos chaves que possibilitaram essas aprovações.

“As famílias sempre apoiaram o trabalho, acreditaram e acataram as intervenções da nossa equipe. O acompanhamento da professora é essencial, assim como a família presente e a escola com toda a estrutura. É um trabalho interdisciplinar.”, disse Márcia Geni. 

Devido à pandemia da Covid-19, excepcionalmente esse ano, a classificação do IFES foi feita pela análise do histórico escolar e não houve provas ou etapas presenciais na seleção. Os alunos da rede municipal aprovados e os pais estão cheios de expectativa.

“É um novo momento, uma nova oportunidade de progredir. Já fizemos a matrícula e estou muito ansioso para começar”, disse Gustavo Gonçalves. (Com informações da Semco/PMVV)

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