Claro adquire energia renovável da Neoenergia no mercado livre

O programa vai gerar 80% da energia consumida pela empresa, mais de 600.000 MWh/ano.

Em 10/12/2020 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

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Em contrato de doze anos, modelo de negócios oferece vantagens como a garantia de energia sustentável a preço competitivo

A Claro acaba de fechar um contrato para adquirir 911 GWh de energia renovável no mercado livre com a Neonergia pelos próximos doze anos, contados a partir de 2022. O consumo será feito em 30 unidades da empresa, sendo 868 GWh para o submercado Sudeste/Centro-Oeste e 43 GWh para o submercado Sul. O acordo é na modalidade PPA (no inglês, Power Purchase Agreement), associado à geração do parque solar de Luzia, de 149,3 MWdc de capacidade totalmente alocada ao Mercado Livre, que acaba de ser anunciado pela Neoenergia.

Durante todo esse período, essa energia fornecida será exclusivamente de geração solar proveniente do lastro da FV Luzia, empreendimento localizado no Complexo Eólico de Chafariz, na Paraíba, e que irá gerar energia suficiente ao atendimento de mais de 100 mil casas. A garantia da sustentabilidade e da rastreabilidade, assegurando que a energia provém de fonte limpa, é vetor de geração de valor para o cliente. Sob a ótica da Neoenergia, a assinatura de contratos de longo prazo mitigam o risco do projeto dada a receita garantida no longo prazo. São duas das vantagens deste tipo de contrato “PPA”.

A iniciativa integra o programa Energia da Claro, lançado em 2017, que prevê o uso de fontes renováveis e ações de proteção ao meio ambiente em todas as operações e instalações da empresa de telecomunicações no Brasil. Até 2021, o programa vai gerar 80% da energia consumida pela empresa, mais de 600.000 MWh/ano. Considerado o maior projeto de Geração Distribuída e o primeiro entre organizações de telecomunicações no país, prevê a geração de energia limpa (solar, hidrelétrica, eólica biogás e cogeração qualificada) nas concessionárias de eletricidade onde atua, e engloba ainda ações de mobilidade elétrica e de eficiência energética.

Além de adquirir energia no mercado livre, o Energia da Claro conta com usinas em vários estados, como Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e tem instalações em fase final de implantação, além de projetos em construção nas demais unidades federativas.

“Essa parceria reforça o compromisso da Claro com a inovação e com a sustentabilidade. Por isso, a empresa investe em um programa próprio de energia renovável, que tem custo menor e reduz a emissão de gases de efeito estufa”, afirma Hamilton Ricardo Pereira da Silva, diretor de Infraestrutura da Claro.

Geração de valor

Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a Neoenergia tem a meta de alcançar a neutralidade de suas emissões de carbono até 2050. A expansão do seu parque gerador em energias renováveis para atendimento das necessidades do mercado livre é vetor desta estratégia.

“Os consumidores estão cada vez mais atentos à compra de energia limpa como um vetor de geração de valor. E esse é o nosso foco. Atuamos para expandir ainda mais a nossa carteira de projetos eólicos e solares, com um plano estratégico de investimentos de longo prazo. A assinatura de contratos de longo prazo compõe esta estratégia: a FV Luzia já nasce com 20% da energia que será gerada durante a sua vida útil totalmente vendida”, diz o diretor de Negócios Liberalizados da Neoenergia, Hugo Nunes.

A descarbonização e o combate às mudanças climáticas estão no centro da retomada da economia. A Neoenergia acredita que a priorização de fontes de energias limpas, como eólica e solar, terá papel de destaque nas grandes empresas. Em linha com essa tendência, o grupo vendeu mais de 14 TWh de energia proveniente de fontes renováveis de geração a clientes finais no mercado livre nos últimos 18 meses.

“Nesse período, vendemos um consumo anual do estado de Pernambuco a clientes finais no Mercado Livre”, diz Nunes.

Até meados de 2022, a Neoenergia irá triplicar a sua capacidade instalada de energia eólica, atingindo 1,6 GW, com a conclusão dos dois complexos que estão em desenvolvimento no Nordeste – Chafariz e Oitis (BA e PI). Os dois projetos reforçam o modelo de negócios do grupo, ampliando a atuação no mercado livre de energia. Em um deles, o Complexo Eólico de Oitis, que será construído nos estados da Bahia e do Piauí, 96% será comercializado no mercado livre. Toda esta energia limpa e nova terá a Certificação de Energia Renovável (I-REC) para atender inclusive a uma demanda crescente do mercado pela busca deste certificado.

A Neoenergia comercializa energia no Brasil há 21 anos, desde o início do mercado livre no país. Este é um mercado onde os consumidores podem escolher o seu fornecedor de energia elétrica. As regras atuais permitem que migrem para Ambiente de Contratação Livre (ACL) os clientes com demanda igual ou superior a 500 kW.

A estratégia de atuação no segmento de fontes renováveis de energia vai ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas de números 7 (Energia acessível e limpa) e 13 (Ação contra a mudança global do clima), prioritários para as empresas.

O volume de energia limpa comprada no mundo inteiro por meio da denominada modalidade PPA atingiu 19,7 GW em 2019, uma quantidade recorde, de acordo com o último relatório Corporate Energy Market, da BloombergNEF. Em 2020, apesar da desaceleração da economia provocada pela pandemia de covid-19, até julho, o número já chegava a 8,9 GW, com destaque para o Brasil na América Latina. (Por Leonardo Araujo - Inpresspni)