Com mentiras, Bolsonaro diz que aceitará resultados das urnas

O candidato confirmou que aceitará resultados das urnas: "Eleições limpas serão respeitadas"

Em 23/08/2022 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: Adriano Machado/(Reprodução/IstoÉ)

Ao ser interpelado pela falta de oxigênio que ocorreu em Manaus, Bolsonaro afirmou que isso foi “algo anormal e aconteceu de um dia para o outro”.

O Jornal Nacional desta segunda (22) inaugurou a temporada de entrevistas com os candidatos à Presidência da República na eleição deste ano. O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o primeiro da série. Na sequência serão entrevistados Ciro Gomes (PDT), nesta terça-feira (23); Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (25) e Simone Tebet (MDBT) nesta sexta-feira (26). Confira os principais trechos desta entrevista:

Para abrir a sabatina do presidente Jair Bolsonaro, o jornalista William Bonner o questionou o sobre a sua postura com ministros do Supremo Tribunal Federal. Na tentativa de se defender, o mandatário afirmou que era “fake news” do apresentador. “Quem vem sendo (atacado) pelo ministro (Alexandre de Moraes) sou eu. Inclusive, ele mandou abrir um inquérito contra mim”, disse ele em referência a investigação a respeito da sua fala em atribuir a vacina da Covid-19 ao risco de contrair Aids.

Ao ser investigado pelo jornalista, Bolsonaro assumiu publicamente que “serão respeitados os resultados das urnas desde que as eleições sejam limpas e transparentes”.

Vacinação

O presidente Jair Bolsonaro foi questionado pela apresentadora Renata Vasconcellos se achou uma “falta de compaixão” imitar pacientes com falta de ar por causa da Covid. Porém ele saiu pela tangente e afirmou que o “lockdown foi um erro”.

A jornalista, então, fez outra pergunta sobre a sua fala de que as pessoas “virariam jacarés” por conta da vacina. O presidente respondeu que aquilo foi apenas “um recurso de figura de linguagem”.

Na sequência, ao ser interpelado pela falta de oxigênio que ocorreu em Manaus, Bolsonaro afirmou que isso foi “algo anormal e aconteceu de um dia para o outro”. Porém a jornalista o corrigiu e informou que os pacientes ficaram nove dias sem os respiradores. “Fizemos a nossa parte, em Manaus”, completou o presidente.

Economia

Em seguida, o jornalista William Bonner tocou no assunto que é considero caro para o governo Bolsonaro: a economia brasileira.

Nesse momento, o presidente frisou que pretende manter as reformas econômicas e ressaltou o Auxílio Brasil de R$ 600 que “fez com que pequenos municípios não colapsassem”.

O apresentador, então, mudou de assunto e perguntou sobre a sua aliança com núcleo de partidos denominado “Centrão”. Bolsonaro respondeu: “Você está me estimulando a ser um ditador. Sem esses partidos, que receberam o nome pejorativo de “Centrão”, não conseguiríamos avançar as nossas reformas. Para que eu possa trabalhar com o parlamento, preciso tratar com esses partidos”.

Educação

Depois, a apresentadora Renata questionou o presidente Jair Bolsonaro sobre o escândalo no Ministério da Educação (MEC). Ele argumentou que “as pessoas se revelam quando chegam”. “Por muitas vezes, depois que a pessoa chega, a gente vê que ela não leva jeito para aquilo. Não foi só o da Educação, ele teve a acusação. Ele teve uma ordem de prisão, foi preso inclusive. Agora, conseguiu habeas corpus logo em seguida. Eu fiquei sabendo depois, né, que o Ministério Público do DF foi contra a prisão dele. Por quê? Não tinha nada contra. Se tiver algo hoje em dia, é outra história. Até aquele momento, não tinha nada. A questão de ter dois pastores, um, que estava no gabinete dele, qual o problema?”, disse.

Interferência na Polícia Federal

Jair Bolsonaro foi questionado sobre as suspeitas de que tenha interferido no comando da Polícia Federal (PF) na tentativa de abafar investigações de corrupções no seu governo.

“Atualmente, temos um delegado da Polícia Federal à frente do Ministério da Justiça. Ninguém comanda a PF, Bonner. Se pudesse comandar, o Lula teria comandado, a Dilma, o Temer, seja lá quem for. Ninguém consegue comandar a Polícia Federal dessa forma como você está falando aí”, afirmou Bolsonaro.

Considerações finais

No final da sabatina, o presidente Jair Bolsonaro teve um minuto para fazer as suas considerações finais. Ele aproveitou a oportunidade para falar das reformar e realizações do seu governo.

“Pegamos o Brasil em ma situação crítica, ética, moral e econômica e começamos a trabalhar. Fizemos muitas reformas, mas infelizmente tivemos a Covid, guerra, uma seca enorme, mas nós fizemos o possíel pro braisleiro sofrer o menos possível. Abaixamos o preço do combustível que caiu em ação conjunta com congresso, sem canetada. Também demos R$ 600,00 de auxilio para 20 milhoes de pessoas, concluímos a transposição do Rio Francsico, levando água ao Nordeste, além de pacificar o MST. Também criamos o PIX, tirando dinheiro do banqueiro, transformando alguns brasileiros em pequenos empresários e anistiamos a dívida de 1 milhão de jovens junto ao FIES”, finalizou Bolsonaro. (Por ISTOÉ)

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