CPI convoca Queiroga, Pazuello, Teich e Mandetta para depor

O atual ministro e os ex-ministros serão ouvidos na próxima semana, em ordem cronológica.

Em 29/04/2021 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: Reuters

Foram aprovados ainda requerimentos de pedidos de informação ao Ministério da Saúde sobre medidas adotadas para o distanciamento social e quarentenas, sobre distribuição de recursos a Estados e municípios.

A CPI da Covid aprovou nesta quinta-feira a convocação do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e dos ex-titulares da pasta Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello, além do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres.

O ministro e os ex-ministros serão ouvidos na próxima semana, em ordem cronológica pela época em que estavam no cargo, iniciando com Mandetta e Teich na terça-feira, enquanto a quarta será reservada para Pazuello e a reunião de quinta será usada para ouvir Queiroga e Barra Torres.

Foram aprovados ainda requerimentos de pedidos de informação ao Ministério da Saúde sobre medidas adotadas para o distanciamento social e quarentenas, sobre distribuição de recursos a Estados e municípios, indicação de medicamentos sem eficácia comprovada e contratos e convênios feitos com Estados e municípios.

Estado do Amazonas

Também serão pedidos documentos às autoridades de saúde do Amazonas sobre pedido de auxílio, equipamentos e insumos ao ministério, assim como as respostas recebidas, e material coletado pela CPI das Fake News que tenham relação com a pandemia.

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), tinha ainda a intenção de aprovar a convocação do ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, que responsabilizou Pazuello pelo atraso na aquisição de vacinas pelo governo brasileiro em entrevista recente. No entanto, a avaliação do requerimento foi adiada para semana que vem por pressão dos senadores governistas que compõem a comissão.

A primeira reunião da CPI, que foi instalada na terça-feira, foi marcada por discussões entre os senadores governistas e o presidente, Omar Aziz (PSD-AM) e Renan, além de questões de ordem levantadas pelos governistas que foram tratadas como tentativas de evitar o início dos trabalhos da comissão.

Tropa minoritária

Ciro Nogueira (PP-PI), aliado do presidente Jair Bolsonaro e um dos membros da tropa minoritária do governo na CPI, queria a aprovação automática de todos os requerimentos com pedidos de informação e chegou a acusar Renan de não querer aprovar pedidos dos governistas por “medo”.

O relator reagiu e perguntou se era para incluir na aprovação pedidos que teriam sido feitos diretamente no Palácio do Planalto e apresentados pelo gabinete de Nogueira e de Marcos Rogério (DEM-RO), outro senador governista.

Reportagem do jornal O Globo apontou que sete requerimentos apresentados pelos senadores –cinco por Nogueira e dois por Rogério– foram elaborados dentro da Secretaria de Governo da Presidência.

“Eu já conheci muitas tropas de choque, mas esta é a primeira que recorre ao STF em uma questão já decidida e é a primeira que recebe por meio eletrônico requerimentos feitos do governo para registrar aqui”, disse Renan.

“Não vamos chegar a lugar nenhum, isso nunca deu certo. Deixa a comissão trabalhar e cumprir o seu trabalho. Não temos como continuar dessa forma, atrasando, atrasando, atrasando.”

O relator se referia a mais uma tentativa da base do governo de tirá-lo da relatoria da CPI com uma ação apresentada no Supremo Tribunal Federal. Uma primeira ação, apresentada pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), teve decisão favorável na primeira instância mas foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). (Por Lisandra Paraguassu - Reuters)

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