Em busca de remédio para a saúde financeira.

A troca de funcionários, aparentemente normal, na verdade, mostra-se um equívoco perigoso.

Em 07/06/2016 Referência JCC: Prof. José Luiz Mazolini

Não é de agora que o cenário está carregado com enormes fardos de dificuldades econômicas e divergências políticas. Está encoberto por nuvens escuras formadas por incertezas, falta de confiança, nenhuma expectativa ou perspectiva de futuro positivo, pelo menos em curto ou médio prazo, mesmo depois que a Câmara Federal decidiu por dar continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no último dia 17. Tudo isso vem contribuindo, significativamente, para o crescimento da crise econômica, afetando a saúde financeira das empresas, dos negócios e das famílias.

Em busca da sobrevivência, muitas das vezes sem a orientação necessária e adequada para cada tipo de negócio, o empreendedor parte cegamente para a redução imediata dos custos da empresa, cortando gastos por todos os lados. Como se este fosse o remédio, usam de uma estratégia, de certa forma comum nesse sentido, que é a substituição dos funcionários mais caros por novos funcionários com salários menores.

O que, aparentemente, parece normal, pois em crise não se questiona muito as decisões justamente pelo fato de todos estarem em busca de oportunidades de trabalho com mais estabilidade aparente, na verdade, mostra-se um equívoco perigoso.

Uma pesquisa realizada por Jason L. Brown e Patrick R. Martin, da Universidade de Indiana, mostrou que quem está sendo contratado fica frustrado ao saber que seu salário é menor que o de outros colegas mais antigos de empresa com a mesma função.

Além disso, a pesquisa mostrou que os empregados mais antigos também ficaram menos motivados para realizar suas funções.

Com isso, a estratégia de cortar custos começando por esse tipo de substituição, o que é praticada pela maioria dos empreendedores, em tempos de crise, é considerada equivocada e pode comprometer a longevidade da empresa.

Isso porque, segundo os pesquisadores, esses salários mais baixos não levam à melhoria da lucratividade da empresa, uma vez que a decisão de contratar novos funcionários com salários mais baixos faz com que novos e antigos, se esforcem menos.

A pesquisa mostra ainda que a contratação de trabalhadores com salários mais baixos diminui consideravelmente o bem-estar social e, dessa forma, deteriora o ambiente de trabalho, gerando consequências danosas para a empresa.

Essas consequências não intencionais sugerem que as empresas devem considerar de maneira mais criteriosa os eventuais ganhos com cortes salariais ao decidir se desejam substituir alguns trabalhadores por outros ganhando salários mais baixos.

A alternativa sugerida, inclusive já utilizada por alguns empreendedores, justamente para evitar penalizar tanto os empregados atuais como os novos, é uma parceria alicerçada na expectativa da relação “ganha-ganha” pelo compromisso com os resultados e com o sucesso do negócio.

Autor:

Prof. José Luiz Mazolini

Sobre o autor:

É diretor da Mazolini Consultoria & Marketing, professor universitário, estrategista em marketing & negócios, consultor empresarial e carreira profissional e Palestrante.  www.mazoliniconsultoria.com.br - professormazolini@gmail.com - diretoria@mazoliniconsultoria.com.br.