Inclusão digital: a revolução que começa pela educação

Algumas iniciativas desenvolvidas pelos setores público e privado têm contribuído de forma significativa.

Em 14/12/2020 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: Reprodução/Educamundo

Em um ano marcado por tantas mudanças tecnológicas, muitas das quais aceleradas pela pandemia do novo coronavírus, uma outra revolução digital, dessa vez no campo da educação, também vem se mostrando essencial para abrir novos caminhos.

Claro que a importância da discussão sobre o papel da inclusão digital no processo de transformação social, principalmente no Brasil, não vem de agora. Até porque, apesar de contar com cerca de 134 milhões de usuários da internet, que representam 74% da população com 10 anos ou mais, conforme dados da pesquisa TIC Domicílios 2019, o país ainda ocupa a 34º posição no ranking de “internet inclusiva” segundo o levantamento The Inclusive Internet, realizado pela The Economist Intelligence Unit em parceria com o Facebook.

Porém, foi por conta da necessidade de adequação de escolas, professores e alunos ao formato de educação a distância no período de isolamento social que as desigualdades de acesso da população à conectividade e ferramentas tecnológicas se mostrou ainda mais visível.

Além disso, outra questão relevante refere-se à capacitação dos profissionais disponíveis no mercado. De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial do Senai, somente a Indústria precisará qualificar cerca de 10,5 milhões de trabalhadores brasileiros até 2023 para suprir suas demandas relacionadas às novas tecnologias.

Diante desse cenário, algumas iniciativas desenvolvidas em conjunto pelos setores público e privado com o Terceiro Setor têm contribuído de forma significativa para minimizar tais gargalos em prol da sociedade.

Como exemplo disso, podemos destacar duas ações de apoio e qualificação profissional implementadas por nós da Softtek com o objetivo de amplificar e compartilhar conhecimento a partir de nossa expertise.

Tida como uma das maiores empresas de serviços de TI com origem na América Latina, além de manter e viabilizar projetos de inclusão digital e capacitação profissional por meio da ONG Fundación Solidária, estamos expandindo cada vez mais nossa atuação na área de responsabilidade social através de importantes parcerias.

Uma delas, inclusive, acaba ser firmada com a ONG Meu Futuro Digital, tendo como propósito oferecer e facilitar o acesso de jovens à educação profissionalizante nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática para acelerar a inclusão deles no mercado de trabalho e transformar o Brasil em um país de formação, mentoria, emprego e grandes oportunidades no setor de Tecnologia da Informação.

Outra, desenvolvida junto com o grupo Zilor no município paulista de Quatá, beneficiou professores que lecionam para cerca de 900 alunos dos ensinos fundamental, médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Escola Estadual Francisco Balduino, durante a pandemia.

A partir das dificuldades apontadas por 50% dos professores no manuseio de aplicativos tecnológicos, identificadas em uma pesquisa realizada na unidade escolar, as empresas criaram uma ação pedagógica que utiliza, entre outros recursos, ferramentas digitais como pacote Microsoft Office, Google Drive e plataformas de streaming, além de  tutoriais para gravação, edição e postagem de vídeos.

Com isso, buscamos tanto minimizar os impactos causados pela suspensão das aulas presenciais no ano letivo quanto incentivar a aprendizagem de professores e alunos de forma simultânea.

Sabemos que há ainda muito a ser feito. Afinal, os desafios da inclusão digital no Brasil são inúmeros. Mas se tem algo que nos motiva a seguir adiante é a certeza de que o fruto da verdadeira revolução tecnológica virá dessas sementinhas de educação plantadas hoje, a serviço do desenvolvimento e bem-estar sociais das futuras gerações. (Por Michelly Siqueira - Comuniquese)