Índice de confiança do comércio recuou em agosto, diz FGV

ICC recuou 0,1 ponto em agosto, passando de 101,0 para 100,9 pontos, segundo o FGV/Ibre.

Em 30/08/2021 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil

Na comparação com agosto de 2020, a alta é de 4 pontos e na análise das médias móveis trimestrais, o indicador subiu 2,3 pontos, a quarta alta seguida.

O Índice de Confiança do Comércio, divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), recuou 0,1 ponto em agosto, passando de 101,0 para 100,9 pontos. Em julho, o indicador teve alta de 5,1 pontos. Na comparação com agosto de 2020, a alta é de 4 pontos e na análise das médias móveis trimestrais, o indicador subiu 2,3 pontos, a quarta alta seguida.

De acordo com o coordenador da Sondagem do Comércio do FGV Ibre, Rodolpho Tobler, houve uma acomodação em agosto, após quatro meses com altas consecutivas na confiança do comércio.

“Diferentemente dos últimos meses, houve uma percepção de piora da situação dos negócios que está relacionada a uma redução na demanda atual enquanto as expectativas continuaram evoluindo positivamente”, informou.

Por outro lado, Tobler destaca que o resultado ainda não significa uma reversão da tendência de alta que começou em abril.

“Mas acende o sinal de alerta sobre o ritmo de recuperação do setor. A recuperação da confiança dos consumidores continua sendo fundamental para continuidade da retomada, assim como o controle da pandemia “, avaliou. 

No mês de agosto, somente um dos seis segmentos principais registrou queda, tendo ocorrido uma combinação da piora na percepção com o momento presente e avanço das expectativas. Dessa forma, o Índice de Situação Atual recuou 3,7 pontos, para 105,0 pontos; enquanto o Índice de Expectativas aumentou 3,5 pontos, para 96,7 pontos, o maior valor desde fevereiro de 2020, quando o índice ficou em 107,0 pontos.

O indicador de dispersão mostra que os resultados positivos estão distribuídos de forma homogênea entre os segmentos do comércio. (Por Akemi Nitahara – Agência Brasil)

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