Ministro defende aumento “modesto e moderado” para BF

Ministro da Economia defendeu hoje (15) um aumento “necessário” no programa Bolsa Família

Em 15/09/2021 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

As declarações foram dadas durante um seminário online promovido pelo Movimento Pessoas à Frente, grupo que defende a melhoria na gestão de pessoas do poder público.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu hoje (15) um aumento “necessário” no programa Bolsa Família, de assistência a famílias de baixa renda, mas acrescentou que o reajuste dever ser “modesto e moderado”, na faixa dos R$ 300, e não acima de R$ 600 ou R$ 700, “como querem fazer”.

Guedes disse que um reajuste muito grande poderia “ser lido como populismo” e acrescentou que “ímpetos eleitorais” que interferiram no orçamento no passado acabaram mal. “Não queremos que isso se repita”, afirmou. O ministro defendeu o teto de gastos, mas disse também que “devemos à população brasileira” um programa social “um pouco mais robusto”.  

As declarações foram dadas durante um seminário online promovido pelo Movimento Pessoas à Frente, grupo que defende a melhoria na gestão de pessoas do poder público e reúne pesquisadores, acadêmicos, executivos e profissionais da iniciativa privada.

“Compreensão”

Hoje, o valor máximo do Bolsa Família encontra-se em torno de R$ 190. O governo busca espaço no orçamento do ano que vem para realizar um reajuste no benefício, que deve ser rebatizado como Auxílio Brasil.

Uma das fontes de recursos apontada pela Economia seria um parcelamento no pagamento, previsto no orçamento do ano que vem, de R$ 89,1 bilhões em precatórios – dívidas do poder público decorrentes de sentenças judiciais inapeláveis.

O governo enviou uma proposta de emenda constitucional (PEC) ao Congresso, em agosto, com o objetivo de parcelar o pagamento de precatórios por alguns anos, em certas ocasiões. Paralelamente, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Fux, propôs uma solução via Judiciário.

Ambas as iniciativas, no entanto, ainda não prosperaram. Nesta quarta-feira (15), Guedes pediu “compreensão” e “socorro” a integrantes do Legislativo e Judiciário para encontrar uma solução para os precatórios, o que destravaria o reajuste no Bolsa Família. Fux e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também participaram do mesmo evento em que o ministro da Economia falou.

Durante sua fala, Guedes também tocou em outros assuntos e voltou a defender o “desinvestimento” estatal em setores nos quais a iniciativa privada tem melhor desempenho, a fusão de ministérios e a reforma administrativa ora em tramitação no Congresso. (Por Felipe Pontes/Agência Brasil)

Leia também:

Maioria dos consumidores quer carros elétricos para compra
Petrobras tem forte governança para evitar qualquer desvio
Produção de motocicletas no Brasil cresce 30,2% em agosto
Exportação do agronegócio do Brasil tem recorde para agosto
Aplicação no Tesouro Direto pode ser resgatada no mesmo dia
Instituições financeiras elevam estimativa de inflação para 8%
Estados acusam Petrobras de mentir sobre preço da gasolina
Efeito da crise política na economia do Brasil já é inevitável
Comércio cresce 1,2% em julho e atinge patamar recorde
Petrobras muda modelos de contrato na venda de combustíveis
Segundo IBGE a estimativa de safra cai pelo quinto mês seguido

TAGS: 
ECONOMIA | BOLSA FAMÍLIA | REAJUSTE | GOVERNO | GASTOS