Plano Vitória: R$31 milhões para construir e reformar 3 escolas

Plano conta com investimentos de R$1 bilhão até 2024, lançado pelo prefeito Lorenzo Pazolini

Em 30/09/2021 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: Jansen Lube/PMV

O Plano Vitória é fruto do ajuste fiscal e financeiro realizado pela atual gestão e prevê ações em educação, saúde, infraestrutura, mobilidade, urbanização, habitação, equipamentos esportivos e culturais e tecnologia.

A Prefeitura de Vitória publica nesta quinta-feira, dia 30 de setembro, três editais de abertura de licitações para as construções dos novos prédios das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef) Paulo Roberto Vieira Gomes, em São Benedito, e São Vicente de Paulo, no bairro Moscoso, além de reforma estruturante no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Rubens Duarte de Albuquerque, em Itararé.

Serão investidos R$ 31 milhões nos três empreendimentos, atendendo 1.501 crianças e estudantes.

  • Cmei Rubens Duarte de Albuquerque: R$ 1.269.516,54.
  • Emef Paulo Roberto Vieira Gomes: R$ 10.639.728,70.
  • Emef São Vicente de Paulo: R$ 18.810.451,19.

As obras fazem parte do Plano Vitória, com investimentos de R$ 1 bilhão, até 2024, lançado este mês pelo prefeito Lorenzo Pazolini. O Plano Vitória é fruto do ajuste fiscal e financeiro realizado pela atual gestão e prevê ações em educação, saúde, infraestrutura, mobilidade, urbanização, habitação, equipamentos esportivos e culturais e tecnologia.

"Temos que iniciar a nossa fala pedindo desculpas, enquanto poder público, pelo que deixou de ser feito, pelas omissões, pelos equívocos de outros tempos e corrigir olhando para frente. Agradeço por hoje poder corrigir essa injustiça com as comunidades do Centro, de São Benedito e de Itararé. Como estamos fazendo lá em Inhanguetá, uma comunidade que aguardava há 12 anos pela escola Paulo Freire. E construindo de maneira coletiva, dialogando, interagindo, ouvindo a sociedade. Nós tínhamos dois caminhos: ou teríamos uma cidade para a população ou uma cidade para 10 mil pessoas. E estamos governando para a cidade, lançado o maior pacote de investimentos per capita da história do Espírito Santo", destacou o prefeito Lorenzo Pazolini.

Compromisso com a cidade

Presidente da Comissão dos Pais da Emef São Vicente de Paulo, Cláudia Almeida lembrou que a obra da escola vem sendo prometida e aguardada pela comunidade há 15 anos.

“Estamos aqui para agradecer esse momento, são 15 anos de muita luta. Precisamos de uma escola que tenha acessibilidade e não é razoável que se espere 15 anos para a construção de uma escola. Agradeço ao prefeito Pazolini e à secretária Juliana”, disse.

O secretário de Obras, Gustavo Perin, apresentou os novos projetos das Emefs Paulo Roberto Vieira Gomes e São Vicente de Paulo.

“É com grande satisfação que viabilizamos a publicação destes editais para licitação de duas novas escolas e da reforma de outra. São duas Emefs há muito esperadas pelas comunidades de São Benedito e do Centro de Vitória, além da reforma de um Cmei em Itararé. Com os esforços da administração sob o comando do prefeito Lorenzo Pazolini está sendo possível licitar estas obras que chegam a quase R$ 31 milhões, que beneficiará estas três comunidades e a cidade de Vitória”, pontuou.


O secretário de Obras, Gustavo Perin, apresentou os novos projetos das Emefs Paulo Roberto Vieira Gomes e São Vicente de Paulo. Foto: Jansen Lube/PMV

A secretária de Educação de Vitória, Juliana Rohsner, ressaltou o compromisso da atual administração.

“Estamos aqui para celebrar que a Educação saiu da invisibilidade, que se parou de fazer maquiagem. Nós trabalhamos pela cidade inteira, estamos na cidade inteira, temos 102 escolas. A comunidade de Inhanguetá esperava há 12 anos pela Emef Paulo Freire. Em Jardim Camburi, há muito tempo a comunidade aguardava o Cmei Rubens José Vervloet Gomes. Hoje, estamos dando início aos trâmites de mais três obras que foram prometidas e nunca entregues às famílias de São Benedito, da região do Centro e de Itararé. Esse é o nosso grande compromisso, com as pessoas, com a educação de qualidade em todos os territórios dessa cidade”, disse a secretária.


A secretária de Educação de Vitória, Juliana Rohsner, pontuou o compromisso com as pessoas, com a educação de qualidade em toda a capital. Foto: Jansen Lube/PMV

Presente na solenidade, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Erick Musso destacou a gestão responsável e com entregas sociais.

“Essas obras representam na ordem de R$ 31 milhões, o triplo da capacidade de investimento com recursos próprios que Vitória tinha no início da gestão. Que esse seja o dia de celebrar o tempo da verdade, da gestão, da responsabilidade fiscal com entregas para a sociedade”, pontuou.

Cmei Rubens Duarte de Albuquerque

Com previsão de entrega para 180 dias após o início das obras, a reforma no Cmei contemplará substituição de todo o telhado; adequações do sistema de drenagem; e adequações visando ao conforto térmico nas salas de aula. O investimento previsto é de R$ 1.269.516,54.

Emef Paulo Roberto Vieira Gomes

O novo prédio da Emef Paulo Roberto Vieira Gomes, em São Benedito, contará com oito salas de aula, quadra poliesportiva, biblioteca, entre outros espaços, com prazo de conclusão das obras de dois anos. O investimento na construção foi orçado em R$ 10.639.728,70.

A Emef Paulo Roberto Vieira Gomes existe há cerca de 50 anos e pertencia ao Governo do Estado do Espírito Santo, sendo municipalizada em 2005. Localizada na rua Tenente Setúbal, 490, possuía apenas quatro salas de aula e área de construção de 300m².

A nova escola será construída no local do antigo prédio, com previsão de ampliação da oferta de vagas. Atualmente, a unidade de ensino atende a 190 estudantes e passará a atender a 260.

O prédio antigo foi desativado em maio de 2017, em função do risco de deslocamento de uma rocha no alto do morro. Para construir a nova escola, foram necessárias três obras: duas de contenção de encostas e uma de demolição do antigo prédio.

Intervenções

Na primeira obra de contenção de encosta, já realizada, foram investidos R$ 1.385.888,97. No segundo empreendimento, em que foram realizadas a demolição do antigo prédio e uma contenção, o investimento foi de R$ 1.283.734,81.

A segunda obra de contenção, não prevista por ocasião da elaboração do projeto do novo prédio, reduziu a área disponível, o que provocou a necessidade de mudanças no projeto já concluído e licitado. Houve necessidade de ajustes no projeto e nova licitação, o que se efetiva agora.

Acessibilidade

Toda a unidade de ensino foi projetada respeitando as normas de acessibilidade com rampas, banheiros acessíveis em todos os pavimentos, bebedouros acessíveis, portas com largura mínima de 80cm, localização de piso tátil nos desníveis, dentre outros.

A acessibilidade do prédio está garantida através de rampas entre a calçada/rua e o pavimento térreo e por elevador aos demais pavimentos. Possui ainda três escadas de acesso, sendo uma central principal e uma em cada extremidade do prédio.

Estrutura

Trata-se de um prédio em estrutura convencional de concreto armado e alvenaria de lajotas rebocadas, revestidas internamente com barra de cerâmica ou azulejo, emassadas e pintadas com tinta PVA Látex, e externamente rebocadas e pintadas com tinta acrílica texturizada. Piso em granilite. Janelas em alumínio e vidro com proteção por telas. Portas de madeira maciça. Bancadas em granito e aço inox. Cobertura com telhas metálicas termoacústicas. Louças, metais, ferragens e luminárias de boa qualidade. Tudo isso dentro do padrão de qualidade de obras da PMV, visando a uma construção duradoura e sustentável.

O pavimento subsolo com 113,89 m² abrigará a entrada de serviço e o acesso principal à escola, através de rampa e escada; estacionamento com quatro vagas para automóveis, quatro vagas para motos e bicicletário com seis vagas; reservatório inferior, casa de bombas e subestação elétrica.

O primeiro pavimento, com 840,07m² abrigará a secretaria, arquivo, direção, salas diversas, cozinha, refeitório e banheiros. No segundo pavimento, com 812,33m², serão construídas salas de aula, biblioteca, coordenação e banheiros.

No terceiro pavimento, além das salas de aula, serão construídas a coordenação, mini-auditório/sala de vídeo, banheiros, quadra poliesportiva e vestiários. A quadra de esportes possuirá mais um acesso independente, através de rampa ligada à escadaria existente no bairro.

Emef São Vicente de Paulo

A Escola Municipal de Ensino Fundamental São Vicente de Paulo será construída na rua Loren Reno, no bairro Moscoso, no terreno onde anteriormente se localizava o Colégio Americano Batista. O investimento na construção foi orçado em R$ 18.810.451,19.

A Emef terá capacidade para atender um total de 750 estudantes. Serão construídos três pavimentos e a utilização compartilhada com a comunidade de uma quadra existente em cota superior.

O edifício foi projetado respeitando as normas de acessibilidade a todos os espaços, banheiros acessíveis em todos os pavimentos, bebedouros acessíveis, portas com largura mínima de 80 centímetros e piso tátil nos desníveis. A acessibilidade interna do prédio está garantida através de rampa.

O novo prédio contará ainda com três escadas de acesso, para atendimento às normas do Corpo de Bombeiros. A ligação entre a construção nova e a quadra existente será realizada através de uma circulação externa em rampa e plataforma elevatória, além de uma escada. Esta circulação externa também dará acesso a um pátio, traduzindo-se em mais uma opção de recreação e ou uso pedagógico de espaço livre.

Estrutura

O prédio será construído em estrutura convencional de concreto armado e alvenaria de lajotas rebocadas, revestidas internamente com barra de cerâmica ou azulejo, emassadas e pintadas com tinta PVA Látex e externamente rebocadas e pintadas com tinta acrílica texturizada e piso em granilite. Além de janelas em alumínio e vidro com proteção por telas. Portas de madeira maciça. Bancadas em granito e aço inox. Cobertura com telhas metálicas termoacústicas. Louças, metais, ferragens e luminárias de boa qualidade.

A edificação terá itens de sustentabilidade, como uso de lâmpadas de LED, sistema de energia solar, utilização de torneiras de pressão com arejadores, bem como redutores de vazão para economia de água e captação e reuso de água de chuva.

O projeto

O setor administrativo, localizado logo após o acesso à Emef, será composto de setor de espera coberto para as famílias, secretaria, arquivo, direção, coordenação e depósito de material didático.

As 17 salas de aula serão distribuídas por classes de ciclo anuais, como do 1º ao 5° ano e salas de disciplinas específicas, Língua Inglesa, Matemática, História, Língua Portuguesa e Geografia, além de Artes, Ciências e de uso integral, por onde os estudantes se deslocam durante o período de aulas.

O refeitório terá 96 lugares, suas instalações e as da cozinha, assim como o depósito de merenda e análogos, atenderão às normas da Vigilância Sanitária, bem como os vestiários e instalações para funcionários, que ainda atendem às normas do Ministério do Trabalho.

O setor de serviços, com acesso independente, será composto de: casa de gás, casa de lixo, vestiários de funcionários (feminino e masculino), sala de funcionários, área de serviço, depósito de material de limpeza e de merenda, recebimento de materiais e cozinha industrial com passa-pratos para o refeitório dos estudantes.

Os pátios coberto e descoberto do pavimento térreo atenderão os grupos do 1º ao 5º ano, enquanto os pátios coberto e descoberto dos pavimentos superiores atenderão os demais estudantes, proporcionando recreação separada para as diferentes faixas etárias.

O segundo pavimento terá as salas de aula específicas para as disciplinas, sala de recursos multifuncionais, sala multiuso/vídeo, biblioteca, sala de informática, pátio coberto, área de serviço, sala de coordenação, depósito de material didático, sala dos professores, sala de planejamento e banheiros.

O terceiro pavimento contemplará também pátios coberto e descoberto, três salas de aulas, sala de Educação Física, quadra poliesportiva com arquibancada e vestiários para estudantes, bem como o acesso para a quadra já existente e que será reformada.

O auditório, localizado também no 3º pavimento, terá capacidade para 161 pessoas, comi palco e rampa de acesso ao palco, além de banheiros acessíveis, camarins e depósito.

Com a adição da quadra existente, a unidade de ensino terá duas quadras esportivas, permitindo que mais turmas realizarem atividades esportivas simultaneamente.

A edificação atenderá às necessidades da Secretaria Municipal de Educação e principalmente garante a qualidade do espaço físico utilizado pelos estudantes, com conforto, fáceis acessos, além de ventilação e iluminação necessária. O estacionamento contará com 20 vagas de veículos, sendo uma vaga reservada para pessoas com mobilidade reduzida, sete vagas para motos, uma vaga para carga e descarga e 16 vagas para bicicletas.

Para a construção da nova Emef, foram demolidos os edifícios Alberto Stange, A. J. Terry e Alice Reno, a quadra esportiva e apoio/vestiários e duas casas, todos imóveis localizados na rua Loren Reno. A Prefeitura de Vitória preservou o histórico prédio do antigo Colégio Americano Batista, que é tombado pelo patrimônio histórico.

História

A história do prédio tem origem na vida de seu idealizador, o missionário da Igreja Batista Loren Marion Reno, natural de New Castle, no Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Ele era bacharel em Pedagogia, Ciências e Teologia e organizou a Missão Batista em todo o Espírito Santo. Em 1902, Loren Reno casou-se com Alice May Wymer e, dois anos depois, o casal missionário da Igreja Batista chegou ao Brasil.

Em 1907, Loren Reno organizou, então, em sua residência, localizada na avenida Schimit, 70 (hoje avenida Governador Florentino Avidos), o Colégio Batista na cidade de Vitória, para atender os filhos de missionários e evangélicos da época. Em 1919, com o crescimento do colégio, o missionário adquiriu uma grande chácara às encostas do Morro do Moscoso.

Em 7 de setembro de 1934, foi inaugurando o colégio na "Chácara do Moscoso" (hoje rua Loren Reno), com quatro prédios: um para a residência da família missionária Reno, um para internato masculino e outro feminino e um para aulas e administração. No final de 2006, a Prefeitura de Vitória comprou o prédio, que foi restaurado e entregue em 2011.

Primeira escola

O Ginásio São Vicente de Paulo foi fundado em 1913, pelos irmãos Aristóbulo, Kosciuszko e Miguel Barbosa Leão. A Escola São Vicente de Paulo foi a primeira escola particular instalada na capital.

Em 26 de julho de 1971, todo acervo do estabelecimento de ensino, correspondência e objetos pessoais foram doados pelo professor Aristóbulo Barbosa Leão à Prefeitura de Vitória, tornando-se Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) São Vicente de Paulo.

A escola ocupou por 93 anos a casa do governador Muniz Freire e foi transferida para o antigo Colégio do Carmo, onde se encontra até a presente data.

Mais obras em andamento ou já entregues na área da Educação este ano:

  • Construção do Cmei Rubens José Vervloet, em Jardim Camburi, com investimento previsto de R$ 7.030.166,97.
  • Construção da Emef Paulo Reglus Neves Freire, em Inhanguetá, com investimento previsto de R$ 4.633.517,21.
  • Reforma da parte elétrica da Emef Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Maria Ortiz, com investimento previsto de R$ 371.908,12.
  • Reforma elétrica; instalação de ar-condicionado; pintura de fachada, quadra e salas de aula, além da troca de portas na Emef Marechal Mascarenhas de Moraes, em Maria Ortiz, com investimento de R$ 996.261,14.
  • Reforma estruturante do Cmei Valdívia da Penha Antunes Rodrigues, em Santos Dumont, com investimento previsto de R$ 843.686,52.
  • Contenção de encosta na Emef Custódia Dias de Campos, no bairro de Lourdes, com investimento previsto de R$ 172.592,39. (Secom/PMV)

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