"Se tiver casa invadida, dá tiro de feijão", ironiza Bolsonaro

Apesar do crescimento da fome em todo o País, presidente voltou a ironizar nesta sexta-feira.

Em 01/10/2021 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

De olho nas eleições de 2022, o presidente ainda reiterou hoje discursos voltados à sua base de apoio, como a defesa do atual entendimento do marco temporal, a minimização do desmatamento da Amazônia.

Apesar do crescimento da fome em todo o País, o presidente Jair Bolsonaro voltou a ironizar nesta sexta-feira, 1º, quem pede menos armas e mais feijão.

"Esquerda fala que a gente não come arma, come feijão. Quando alguém invadir sua casa, dá tiro de feijão", disse Bolsonaro a apoiadores em frente ao Palácio do Planalto.

Em agosto, Bolsonaro já tinha feito um comentário na mesma linha e aconselhou seguidores a comprarem fuzil, mesmo que seja caro.

"Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Aí tem um idiota: 'Ah, tem que comprar é feijão'. Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar", chegou a declarar o presidente, à época.

Novamente em defesa do armamento da população, medida criticada por especialistas e considerada ineficaz no combate à violência, Bolsonaro afirmou que o Estado de Santa Catarina é o mais armado e o menos violento do País.

"Quanto mais armas, menos violência", cravou o chefe do Executivo, sem citar qualquer embasamento científico na afirmação.

De olho nas eleições de 2022, o presidente ainda reiterou hoje discursos voltados à sua base de apoio, como a defesa do atual entendimento do marco temporal, a minimização do desmatamento da Amazônia e críticas ao suposto aparelhamento ideológico em ministérios durante os governos petistas.

"Estão querendo derrubar o marco temporal. Acaba o Brasil. Vai faltar comida para o resto do mundo", repetiu Bolsonaro.

Segundo ele muitas queimadas são feitas pelos indígenas.

"Não é mole apagar incêndio. Se tivessem motivo para criticar meu governo, tudo bem, mas não têm", chegou a dizer Bolsonaro aos apoiadores. (Estadão Conteúdo)

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