Turismo médico ajudou a aquecer a economia, diz médico

A opinião é do cirurgião plástico Ariosto Santos.

Em 03/11/2020 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: Cloves Louzada

Desvalorização do Real em relação ao Dólar favorece o turismo internacional e torna o país mais acessível ao consumidor externo que vem ao Brasil para realizar procedimentos estéticos.

Uma das consequências da crise econômica desencadeada pela pandemia do coronavírus é a desvalorização do real em relação ao dólar: neste ano, a moeda americana acumulou uma alta de mais de 40% em relação ao real. Neste cenário, a expectativa é que o segmento do turismo médico contribua para aquecer a economia.  O cirurgião plástico Ariosto Santos explica que a expectativa é que a demanda do último trimestre aumente ainda mais com a alta do dólar.

“Além de estrangeiros, recebemos uma demanda alta de brasileiros que vêm de fora para visitar a família e aproveitam para realizar cirurgias e procedimentos médicos. Além das custas com saúde, essa visita movimenta toda cadeia de turismo desde as passagens, translado, hospedagem, isso sem falar do lazer, restaurantes e passeios que também são realizados”, comenta Ariosto Santos.

Percepção confirmada pela Associação Brasileira de Turismo de Saúde (ABRATUS), que estima que a despesa total de um turista de saúde gira em torno de U$ 30 mil, dos quais U$ 20 mil são dedicados aos serviços médicos (hospitais, equipe médica, clínicas, profissionais de saúde) e U$ 10 mil são aproveitados em serviços de turismo. Vale destacar que, de acordo com a Associação, 86% destes turistas de saúde vêm acompanhados por parentes ou familiares.

Ariosto destaca que os períodos de alta do turismo de saúde são entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, que são meses mais frios no hemisfério norte; e entre junho a agosto, que é a época de férias escolares na Europa e Estados Unidos. (Por Dani Borges - DF)