Ensino superior, presencial ou à distância (EaD).

No ambiente virtual não há o contato direto com a figura do professor.

Em 07/06/2016 Referência JCC: Prof. José Luiz Mazolini

O assunto é sobre educação superior e formação da carreira profissional. Uma pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que, para 89% das empresas inovadoras, o profissional que ingressa no mercado de trabalho brasileiro está despreparado, um número composto, em sua maioria, por estudantes e recém-formados.  

Na hora de decidir sobre a escolha por um curso de graduação no ensino superior, candidatos avaliam entre sentar numa cadeira, diariamente, em salas de aulas, ou optar por estudar através de ambientes virtuais.

Qual será a diferença? Sem entrar no mérito da qualidade ou sobre o que é melhor ou pior, uma das grandes diferenças é a ATITUDE. No ambiente virtual não há o contato direto com a figura do professor, prevalecendo, necessariamente, o compromisso e a disciplina na relação do aluno com o material didático, a máquina, tendo entre eles o suporte online. Em suma, o aluno da modalidade à distância, seja do sistema semi-presencial conectado (vai à instituição uma vez por semana) ou cem por cento online (vai à instituição realizar os testes de avaliação periódicos/provas), é diferenciado, cuja capacidade “1” é fazer aflorar o desejo ardente pelo “querer” e insistir nele. Ao contrário, não obterá êxito.

Um levantamento do National Association of Colleges and Employers (NACE) mostrou que, globalmente, as empresas exigem dos graduandos a capacidade de liderar pelos bons exemplos, saber trabalhar em equipe, praticar a boa comunicação verbal, corporal e escrita, resolver conflitos e solucionar problemas. Muito embora as habilidades técnicas sejam relevantes para o mercado contratante, as comportamentais são essenciais no momento de avaliar e contratar um estudante ou recém-formado. Alguns desses comportamentos exigidos pelos empregadores são mais comuns em alunos de educação à distância.

Houve um tempo em que se questionava a qualidade do ensino a distância e que o mercado de trabalho olhava com desconfiança o aluno dos cursos de graduação online.

Porém, mesmo convicto do elevado grau de compromisso da maioria dos formandos e formados no ensino presencial, tenho percebido que pessoas que fazem um curso online acabam desenvolvendo e aplicando, mais facilmente, competências alinhadas com o mundo corporativo. Atitude, disciplina, foco, responsabilidade, facilidade para solucionar problemas, iniciativa e criatividade, são algumas das características estimuladas exatamente porque o ambiente, formato da aula e o processo de aprendizagem obrigam o aluno a ser autônomo em aprender e gerir sua própria experiência de ensino. Esse ambiente o faz ganhar maturidade para lidar com a absorção dos conteúdos, desenvolvimento dos projetos, sem estar presencialmente na instituição de ensino. Além disso, ele tem que ser extremamente dinâmico, estabelecer horários para os estudos, cumprindo rigorosamente as datas de entregas de suas atividades acadêmicas.

Autor:

Prof. José Luiz Mazolini

Sobre o autor:

É diretor da Mazolini Consultoria & Marketing, professor universitário, estrategista em marketing & negócios, consultor empresarial e carreira profissional e Palestrante.  www.mazoliniconsultoria.com.br - professormazolini@gmail.com - diretoria@mazoliniconsultoria.com.br.