Itália fecha quase 1 milhão de vagas de trabalho em um ano

Do total 372 mil eram de temporários; 355 mil, de autônomos; e 218 mil, de carteira assinada.   

Em 06/04/2021 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: AFP

A Itália perdeu quase 1 milhão de postos de trabalho em um ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).   

Segundo o órgão, o país encerrou o mês de fevereiro com 22,197 milhões de pessoas ocupadas, uma redução de 945 mil (-4,1%) em relação ao mesmo mês do ano passado, quando surgiram os primeiros casos de transmissão interna do novo coronavírus.   

Do total de vagas fechadas, 372 mil eram de trabalhadores temporários; 355 mil, de autônomos; e 218 mil, de carteira assinada.   

Em números absolutos, a queda foi maior entre os homens (-533 mil) do que entre as mulheres (-412 mil), mas, em índices relativos, as mulheres perderam mais postos de trabalho (-4,2%, contra -4% entre os homens).   

Em um ano, a taxa de ocupação na Itália caiu 2,2 pontos percentuais e chegou a 56,5%. Entre os homens, o índice diminuiu para 65,3% (-2,5 pontos), e entre as mulheres, para 47,7% (-1,8 ponto).   

Essa redução é reflexo direto da pandemia do novo coronavírus, que obrigou o governo a paralisar atividades não essenciais entre março e maio, em âmbito nacional, e a partir de outubro, nas regiões com maior risco epidemiológico.   

As demissões estão proibidas na Itália há mais de um ano para todas as empresas que usufruíram de desonerações fiscais durante a pandemia e da chamada “caixa integração”, quando o governo ajuda a pagar o salário de trabalhadores com contratos suspensos ou reduzidos.   

No entanto, há exceções para o caso de falências ou fechamento das atividades.   

Desemprego – Ainda segundo o Istat, a taxa de desemprego na Itália fechou fevereiro em 10,2%, queda de 0,1 ponto em relação a janeiro, porém aumento de 0,5 ponto na comparação com fevereiro do ano passado.   

Entre os jovens de 15 a 24 anos, a taxa ficou em 31,6%, redução de 1,2 ponto em relação a janeiro, porém alta de 2,6 pontos na comparação com fevereiro de 2020. (ANSA).   

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