Lições de um funcionário que deixa a empresa.

Neste sentido, a grande maioria das empresas peca deixando escapar essas oportunidades.

Em 24/07/2016 Referência JCC: Prof. José Luiz Mazolin i

Quando um funcionário opta por se desligar de uma determinada empresa, independentemente do tempo em que tenha permanecido nela, está sinalizando com a enorme possibilidade de deixar sua valiosa contribuição, não somente pelos seus relevantes serviços prestados, mas, sim, pelas ricas informações sobre a percepção a respeito da empresa. É a importante opinião de que viveu dentro dela.

Neste sentido, a grande maioria das empresas peca deixando escapar essas oportunidades.

São raras, pouquíssimas, as empresas que praticam, eficazmente, a “entrevista de desligamento” de um funcionário. Já presenciei empresário afirmando ser um tipo de ação desnecessária ocasionando “tempo perdido”.

No meu modesto entendimento, bons exemplos de tempo perdido são quando alguém lidera uma empresa por cinco, dez, trinta anos e depois quebra sem saber o motivo, ou quando alguém assassina quatro anos sentado na cadeira de uma faculdade, sem conseguir assimilar e nem evoluir em nada – aquele que quer “ter o canudo” – como se esse mesmo canudo, sozinho, fosse o responsável por criar a relação efetiva com o mundo corporativo, desenhar planos e estratégias, organizar a empresa, alinhar pessoas e processos em torno dos propósitos do negócio, e tal.

A entrevista de desligamento (ou de saída) é uma conversa franca e objetiva que se tem com o funcionário que decidiu por deixar voluntariamente a empresa. Ouça atentamente e faça os registros. É nessa conversa que se consegue obter informações relevantes, pormenores, que ajudarão na consolidação de fundamentos primordiais, tais como a formação do conceito e da reputação empresarial (é a questão da “missão” e “visão” – quem sou, onde pretendo chegar, qual comportamento, fazendo o que e como). Isso vale para empresas e pessoas. É óbvio que o mercado, como um todo, enxerga isso, de longe.

O recomendável é que a entrevista (pode utilizar formulário elaborado) seja feita por outro departamento/pessoa sem contato direto diário com quem está saindo. Pode, também, optar por fazer o questionário online, o que otimiza tempo e estimula que a pessoa “entrevistada” seja mais franca e honesta nas respostas.

É fundamental que os resultados das entrevistas sejam tabulados e discutidos trimestralmente, analisando sobre possíveis falhas a serem corrigidas.

Se desejar apresentar diferenciais, seja e faça diferente!  

Autor:

Prof. José Luiz Mazolini

Sobre o autor:

É diretor da Mazolini Consultoria & Marketing, professor universitário, estrategista em marketing & negócios, consultor empresarial e carreira profissional e Palestrante.  www.mazoliniconsultoria.com.br - professormazolini@gmail.com - diretoria@mazoliniconsultoria.com.br.