CULTURA

Bienal 2022 terá Henrique Rodrigues e Micheliny Verunschk

Escritores Henrique Rodrigues e Micheliny Verunschk participam da Bienal Rubem Braga 2022.

Em 17/05/2022 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: Divulgação/Secom/PMCI

Verunschk Micheliny revelou ser uma admiradora do cronista Rubem Braga, e diz estar alegre com a participação na Bienal que o homenageia.

Crônicas e meio ambiente serão temas das mesas de discussões on-line com dois grandes autores brasileiros durante a 8ª Bienal Rubem Braga, que será realizada pela Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Semcult), entre os dias 23 e 29 de maio, com transmissão ao vivo pelo canal oficial no Youtube.

No terceiro dia da programação, quarta-feira (25), a escritora Micheliny Verunschk participará da mesa “O meio ambiente como fonte inspiradora nos gêneros literários”, compartilhando toda sua experiência com a escrita de romances e poemas.

“Escrevo diariamente. Sempre estou envolvida em algum projeto de escrita, que pode ser um poema, um ensaio, um romance etc. Não me preocupo em atingir públicos pré-determinados, meus escritos vão aonde precisam ir”, comenta a escritora, que recentemente publicou o romance “O som do rugido da onça”.

No ano de 2014, a autora venceu o Prêmio São Paulo de Literatura com a obra “Nossa Teresa: vida e morte de uma santa suicida”, e foi duas vezes finalista dos prêmios Rio de Literatura e Portugal Telecom, hoje Prêmio Oceanos.


Na sexta-feira (27), será a vez do escritor Henrique Rodrigues participar da Bienal. Foto: Divulgação/Secom/PMCI

Micheliny revelou ser uma admiradora do cronista Rubem Braga, e diz estar alegre com a participação na Bienal que o homenageia.

“A obra de Rubem Braga me foi incontornável, sempre uma lição de escrita e, principalmente, de como deve ser o olhar de quem escreve para com o mundo ao redor, um olhar sensível, arguto e capaz de transfigurar o cotidiano. Muito me alegra estar na Bienal Rubem Braga 2022. Nesse encontro, penso que o público espera um posicionamento efetivo sobre as relações políticas entre literatura e o mundo em que vivemos, e o meio ambiente, claro, faz parte desse mundo”, afirmou.

Na sexta-feira (27), será a vez do escritor Henrique Rodrigues participar da Bienal, na mesa de debates on-line “Crônica: a apreciação de um tempo reflexivo entre o cinza e o verde”.

“Devo puxar a discussão para justamente pôr essa ideia da suspensão do tempo em nome de um tipo de texto que oscila entre o jornalismo e a literatura. Vou tentar aplicar essas ideias na minha experiência como cronista. O meu livro de crônicas, chamado “Rua do Escritor” (finalista do Prêmio Jabuti em 2021), remete justamente ao nome da rua onde morei quando ser autor de livros ainda era um sonho distante. Então vamos conversar sobre como a crônica, com suas características específicas, cruza o tempo e o espaço”, comenta.

Com uma vasta coleção de títulos publicados, entre poemas, crônicas e romances, Rodrigues atua, também, como analista em literatura, idealizando e coordenando projetos de incentivo à leitura e circulação de manifestações literárias, como o Prêmio Sesc de Literatura e o Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras. Em 2019, foi coordenador criativo da residência artística do Cine Luso, em Bruxelas, cujo resultado foi a produção do filme “E agora, você”.

“Sempre adorei crônicas, como leitor e, posteriormente, como pesquisador de literatura. E logo que comecei a escrever em jornais de pequeno porte fiz uma paródia de “Ai de ti, Copacabana!”, de Rubem Braga. No caso, foi “Ai de ti, Barra da Tijuca!”, referindo-me ao bairro de novos ricos aqui do Rio de Janeiro. Então, será uma honra falar sobre o assunto no evento cujo nome remete ao maior cronista brasileiro”, afirma o escritor, que já palestrou em universidades e eventos culturais no Reino Unido, França, Portugal, Espanha e Bélgica. 

Programação

Além de Henrique Rodrigues e Micheliny Verunschk, a edição 2022 da Bienal Rubem Braga contará com a participação de outros escritores brasileiros de renome, como Antônio Torres, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), além de Carolina Munhóz, Isa Colli, Claufe Rodrigues e Roberta Malta.

A programação do evento também inclui mesas on-line de lançamento de livros, em que serão apresentados 14 títulos – de autores cachoeirenses e de outras partes do país.

As atividades da 8ª Bienal Rubem Braga contarão, ainda, com oficinas em escolas e centro culturais; city tour dedicado ao cronista, exposições e uma feira de artesanato. Confira a programação completa do evento.

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