Ciência: Estudantes participam de Olimpíada de Astronomia

Despertar para a ciência: Observar o céu, os astros e corpos celestes faz parte da história.

Em 26/05/2021 Referência CCNEWS, Redação Multimídia

Foto: © Divulgação/Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

Este ano, são 60 estudantes inscritos, do 4º ao 9º ano. A prova será feita por meio virtual, nesta quinta-feira (27).

Observar o céu, os astros e corpos celestes faz parte da história da humanidade. E estudar o Universo é o caminho, também, para a descoberta de tecnologias e serviços essenciais em nosso dia a dia. GPS, internet wi-fi e o telefone celular, por exemplo, foram desenvolvidos ou aprimorados pela astronomia.

Além da lua, o satélite natural da Terra, hoje temos milhares de outros satélites, artificiais, que nos possibilitam realizar ligações telefônicas, assistir aos programas na TV e chegar com precisão a um destino com o sistema de GPS.

Com o objetivo de despertar o interesse pela ciência nos estudantes e, quem sabe, formar um futuro cientista, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Suzete Cuendet, em Maruípe, desenvolve um projeto multidisciplinar, chamado “Pequeno Cientista”. Entre as atividades, está o incentivo a participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

Estudantes da Emef Suzete Cuendet trabalharam atividades ligadas à astronomia nas aulas de Artes. Foto: Divulgação Seme/PMV

Este ano, são 60 estudantes inscritos, do 4º ao 9º ano. A prova será feita por meio virtual, nesta quinta-feira (27)..

"Temos professores de artes, ciências, matemática, português e informática envolvidos no projeto. O professor de português, por exemplo, trabalha textos sobre a astronomia. O de matemática fica com a astronáutica, leis de Kepler, por exemplo. Tivemos duas sessões virtuais no Planetário, nossos estudantes participaram muito, fizeram muitas perguntas. Tivemos aulões virtuais às sextas-feiras, usamos o Instagram, jogos e outros recursos para trabalhar com nossos estudantes", contou a professora Patrícia Bastos (Ciências).

Ela atua há 19 anos na escola e é a professora representante da Emef Suzete Cuendet na OBA. No ano passado, a escola conquistou sete medalhas. Para este ano, a expectativa é, também, de um bom resultado.

Cientistas do futuro

A empolgação com a astronomia é grande.

"Estudar sobre o espaço é legal, saber sobre planetas e, principalmente, os nomes dos eventos que irão acontecer, como eclipses, superlua, etc.", disse o estudante João Miguel, do 5º ano, que participará da OBA.

A estudante Victória Andrade, do 9º ano, já é uma "veterana" na Olimpíada de Astronomia. Ela considera que é fundamental entendermos como as coisas funcionam, não apenas fora do nosso planeta Terra, mas dentro dele também.

"Muitos adultos não tiveram a mesma oportunidade e queriam o mesmo que nós, e muitos nem sabem como nosso planeta Terra funciona, acreditando em coisas muito absurdas e até sem estudo e contexto algum! Nós estamos aqui para aprender e até ensinar os próximos, e os adultos! Podemos até ajudar a próxima geração a evitar possíveis catástrofes, tanto ambiental, quanto de outras coisas fora do nosso planeta", afirmou.

Já a Sophia Vicente de Melo, estudante do 6º ano, acredita que estudar astronomia, além de legal, é importante.

"Eu gosto de astronomia porque eu acho superlegal saber um pouco mais de espaço, e eu acho importante porque a gente aprende mais coisas e vê onde está na galáxia, no universo, e eu acho muito legal e lindo. São curiosidades incríveis que nunca pensava que existiam. E eu amo ver a lua, as estrelas".

Premiação

A professora Patrícia Bastos ressaltou que, após a prova da Olimpíada de Astronomia, os conteúdos científicos são inseridos no dia a dia dos estudantes.

"A ciência está na vida. Essa formação de alguém que lê, que interpreta em cima de um conteúdo científico, faz um diferencial na vida nos nossos estudantes. Estamos trabalhando a alfabetização científica das nossas turmas. Quem sabe um estudante nosso, no futuro, queira ser um cientista? Precisamos fomentar que os estudantes pensem na área da ciência", disse.

E, independente do resultado oficial da OBA, a Emef Suzete Cuendet realiza uma sessão de premiação. Os estudantes que participam da prova recebem uma medalha e um certificado.

"É um acontecimento! A gente vê a progressão, o amadurecimento, o desenvolvimento e a independência desses estudantes, um vai mobilizando o outro, um vai motivando o outro, nós conseguimos ver esse crescimento do nosso aluno", contou Patrícia, bastante orgulhosa.

Participação da rede

Além da Emef Suzete Cuendet, outras quatro unidades de ensino de Vitória também têm estudantes inscritos para a OBA. São elas: Emef Heloísa Abreu Júdice de Mattos, localizada em Inhanguetá, com 6 estudantes; Emef Maria Leonor Pereira da Silva, em Santa Lúcia, com 35 estudantes; Emef Éber Louzada Zipinotti, em Jardim da Penha, com 16 estudantes; e Emef Vercenílio da Silva Pascoal, em Joana D'arc, com 183 estudantes. (Com informações da Secom/PMV)

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